O mercado de pele masculino

6 de março de 2010 |

E o post debut da nossa nova colaboradora Nathalia Duarte será sobre o mercado de pele masculino: uma tendência que voltou com tudo no mundo moderno. E voltou para ficar.
Boa leitura!
Gustavo Boaventura


No Brasil, a cada ano as vendas de produtos de embelezamento masculino crescem em média 10% ao ano. Hoje, 1 em cada 10 brasileiros usa algum tipo de cosmético para retardar o envelhecimento. Há cerca de quinze anos falávamos em menos de 1 em cada 100.

Linha Natura HomemDentre as indústrias nacionais de cosméticos, a Natura e O Boticário despontaram no mercado com linhas de tratamento facial específicas para homens. Mas muitas outras empresas enxergaram o potencial deste público há bastante tempo e, a cada ano, a quantidade de produtos vendidos tem aumentado significativamente, como demonstrado pelo gráfico a seguir.

Trata-se de uma mudança cultural, um novo olhar sobre a forma de cuidar do corpo e da aparência do homem, uma alteração de hábitos que incluem limpeza e hidratação tanto da pele quanto dos cabelos. E as novas gerações vêem isso de forma cada vez mais natural, abandonam velhos hábitos e adquirem novos conceitos, que impactam diretamente sobre a receptividade e as compras. Os adolescentes, por exemplo, já não se sentem constrangidos em admitir que usam desde produtos pós-barba até hidratantes para o corpo ou cabelo. As prateleiras apresentam, a cada dia, um número maior de frascos e potes com fragrâncias masculinas.

Perspectivas para o MercadoOs homens precisam de cuidados especiais e produtos desenvolvidos especialmente para seu tipo de pele e cabelos, pois possuem características diferentes das mulheres. A pele do homem é normalmente mais oleosa, tem um pH menor, tem ainda um maior fluxo de oxigênio do que a feminina e conta com uma quantidade maior de pelos. Por este motivo, algumas matérias-primas são diferentes das utilizadas em produtos femininos. Assim, as formulações desenvolvidas são mais leves, de fácil espalhamento e rápida absorção, sendo géis, géis-creme ou fluídos, de baixa pegajosidade, as preferidas. Muitos têm ação refrescante como o mentol, seus derivados e cânfora, alguns adstringentes como melissa e outros com ação calmante como hamamélis, camomila e sálvia. Também são escolhidos os ativos tensores, que esticam a pele, como os polifenóis presentes em extratos vegetais, ácido tânico e polivinilpirrolidona. Além disso, as fragrâncias devem ser facilmente reconhecidas como masculinas.

Vaidade MasculinaE para levar tantos cosméticos, o que também comprova o crescimento das vendas de cosméticos para homens, nota-se um aumento nas vendas de linhas inteiras de nécessaires masculinas. Não há como negar. É um filão do mercado a ser considerado e merece grandes investimentos na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos para agradar consumidores tão diferentes e exigentes como os que constituem o mercado consumidor brasileiro.

Leia mais:
http://homemchic.blogspot.com/2009/06/homens-e-cosmeticos.html
http://www.cosmeticosbr.com.br/conteudo/noticias/noticia.asp?id=2127


Referências:
Abihpec – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmética
Homens decolam em Cosméticos . Revista Household & Cosméticos - Ano V - nº 27 - Set/Out - 2004
O mundo da beleza também é deles, Revista Household & Cosmétics – Vol. VIII – Fev – 2010

As grandes epidemias

19 de fevereiro de 2010 |

Aproveitando a chegada do fim de semana, segue uma ótima sugestão de passeio para os moradores da cidade de São Paulo:

O Museu de Microbiologia do Instituto Butantan, em São Paulo, inaugurou em 12 de janeiro a exposição itinerante "As grandes epidemias", com o objetivo de informar e alertar o público para o perigo que as epidemias representam. Especialmente após a pandemia de Gripe A H1N1 que assustou boa parte da população mundial no ano de 2009.

AIDS: Mais de 5 milhões de pessoas são contaminadas a cada ano pelo HIV.

Peste negra: A infecção era atribuída aos miasmas e castigo divino. Em 1894, Alexandre Yersin e Shibasaburo Kitasatu identificaram o agente responsável pela doença, a bactéria Yersinia pestis.

Influenza: A gripe espanhola matou cerca de 40 milhões na primeira metade do século XX. Hoje, Isaias Raw defende a vacinação para prevenir a gripe suína.

Meningite: A epidemia de meningite foi censurada pelos militares por dois anos. Segundo Barradas, a vacina foi aplicada na população paulista em 15 dias.

Varíola: A varíola matou e deformou milhões, mas foi extinta em 1984. Foi a primeira vez que uma doença infecciosa foi abolida da Terra graças à vacinação.

Não há data definida para o término da exposição. A entrada é gratuita, aberta ao público de terça a domingo, das 10h às 16 horas, no Centro de Difusão Científica do Butantan, localizado na Av. Vital Brasil, 1.500, na capital paulista.

Inicialmente a exposição será levada a outras regiões da capital paulista, mas os pobres mortais de outros estados aguardam ansiosamente o incentivo financeiro que possibilitará levar a exposição para outros estados e municípios.

Fonte: Neldson Marcolin. As pestes. Revista Fapesp Edição Impressa 168 - Fevereiro 2010

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