Emolientes com propriedades antioxidantes

22 de abril de 2009 |

Os emolientes são os principais ingredientes dos produtos cosméticos, pois são os grandes responsáveis pelo sensorial do produto. Um correta seleção dos emolientes proporciona a melhor experiência sensorial para o consumidor.
Além disso, alguns óleos naturais têm sido utilizados para auxiliar na fotoproteção e na minimização dos danos da radiação UV na pele. Para isso eles precisam ser moderadamente resistentes à oxidação e rancificação para garantirem um produto estável durante todo o período de validade. Mas para ajudar nesse aspecto, a embalagem do produto pode ajudar e muito, limitando a passagem de oxigênio para o interior do frasco e minimizando o contado do produto com a radiação UV, para que estes emolientes exerçam suas atividades antioxidantes apenas em contato com a pele. Outra opção são os óleos encapsulados que apresentam menor contato com o oxigênio presente no ar, sendo menos suscetíveis à oxidação.
Os óleos naturais são boas fontes de tocoferóis e fitosteróis, componentes que apresentam propriedades antioxidante e bioativa. Os óleos de canola, girassol e soja, por exemplo, são ricos em ácidos graxos poliinsaturados, tais como o linoléico (ômega-6) e o linolênico (ômega-3).
O óleo de germe de trigo é um antioxidante com mais Vitamina E que qualquer outro óleo natural, o que o torna mais resistente à ação da luz e do calor que outros óleos vegetais. Também apresenta traços de Vitamina A, Vitaminas do complexo B e lecitina. Ele é utilizado como emoliente para peles secas e irritadas. Como este óleo possui propriedades regenerativas ele se torna uma boa escolha para formulações anti-sinais.
O óleo de abacate é um hidratante profundo e altamente compatível com os óleos naturais da pele. Também é um poderoso antioxidante repleto de clorofila, vitamina E,ômega-3 e ômega-9, que melhoram a saúde e a vitalidade da pele.
O óleo de avelã contém uma fração não-polar (98,8%) quase que completamente composta pode triacilgliceróis majoritariamente de ácidos graxos insaturados, o que resulta em menos oxidação. Este óleo é indicado para produtos cujo objetivo seja proteger a integridade da pele e dos cabelos contra o processo oxidativo.
O óleo de jojoba apresenta excelentes propriedades emolientes e hidratantes, associadas a sua boa estabilidade oxidativa. É um dos ingredientes lipídicos mais utilizados em todo o mundo em produtos anti-sinais.
A manteiga de cacau é uma das gorduras mais estáveis, carregada de antioxidantes naturais que previnem sua rancificação e lhe proporciona um tempo de vida útil de 2 a 5 anos. Ela amacia e lubrifica a pele, auxiliando na redução das marcas de estiramento e cicatrizes. Por isso é muito utilizada em cremes para massagem.
O óleo de amêndoas doces possui presença histórica na restauração da pele seca, irritada e inflamada, além de ser um simples emoliente. Contém 24% de ácido linolênico e uma incrível quantidade de ácidos graxos essenciais (EFA). Muitos massoterapeutas utilizam este óleo como lubrificante.
Por último, a manteiga de karité é utilizada como emoliente e umectante em cosméticos. Rica em vitamina E, um antioxidante e anti-sinais que eleva a microcirculação, também contém os antioxidantes beta-caroteno e vitamina A.

Opinião do autor: usem e abusem de emolientes e óleos vegetais. Só não se esqueçam que vale a pena adicionar um mínimo de antioxidante (o BHT, por exemplo) na formulação para preservar a ação antioxidante destes óleos para a ação local e não para a manutenção da estabilidade do produto. Deixa essa tarefa igualmente nobre para os antioxidantes de formulação. Assim você poderá utilizar de todos os apelos possíveis que a presença destes óleos agrega ao seu produto.

Fonte: Kanga, V. Emollients with high antioxidant properties. Disponível em: http://www.specialchem4cosmetics.com/services/articles.aspx?id=3873&lr=fbcos0965&li=30003821, acessado em 19/03/2009.

Tratamento anti-caspa não diminui com o tempo

8 de abril de 2009 |

Recentemente foi publicado um artigo que desmistificou a crença de que o uso contínuo de produtos anti-caspa diminui sua eficácia com o passar do tempo.


A dermatite seborréica e a caspa são condições crônicas do couro cabeludo que necessitam de tratamentos de longo prazo. No entanto, os usuários acreditam que os benefícios do tratamento com o mesmo produto diminui com o tempo (este efeito é chamado de taquifilaxia quando há a necessidade de doses cada vez maiores).

Neste estudo, Schwartz e colaboradores, por meio de 722 dermatologistas, avaliaram clinicamente dois xampus contendo, respectivamente, 1% e 2% de piritionato de zinco com um placebo em 24 e 48 semanas de tratamento. Os produtos foram utilizados por voluntários e os resultados avaliados pelos dermatologistas foram a presença de descamação.

Eles descobriram que 64% dos dermatologistas acreditavam que a taquifilaxia de fato ocorresse com produtos a base de piritionato de zinco em três meses de uso. No entanto, não foi encontrada qualquer evidência de taquifilaxia em tratamentos com xampus a base piritionato de zinco para dermatite seborréica e caspa.

Opinião do autor: Apesar de vago, o artigo é positivo, pois mostra em dados numéricos o que os profissionais da cosmetologia já sabem, mas não conseguem convencer seus clientes e consumidores. Além disso, o tratamento da dermatite seborréica e da caspa ultrapassa o uso contínuo de um xampu. É necessário observar a alimentação, as condicões climáticas, o emocional e, para a satisfação dos brasileiros, é necessário um condicionador para complementar o tratamento.

Fonte: Schwartz, J.R; Rocchetta, H.; Asawanonda, P.; Luo, F.; Thomas, J.H. Does tachyphylaxis occur in long-term management of scalp sebhorreic dermatitis with pyrithione zonc-based treatments? International Journal of Dermatology, v.48, n.1, p.79-85, January, 2009.

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