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Consumo consciente

22 de março de 2010 |

Hoje apresento o primeiro post sobre a área que venho estudando nos últimos 12 meses: o consumo de cosméticos. Neste apanhado geral falamos sobre o consumo consciente e em breve abordarei mais detalhes dessa área.

Segundo este artigo de Gabriella Coutinho no site Mundo do marketing, o comportamento do consumidor brasileiro tem se modificado no que diz respeito à sustentabilidade. Dois de casa dez brasileiros levam em consideração o comprometimento socioambiental da empresa antes de comprar algum produto.

No Brasil, os consumidores estão mais críticos quanto às atitudes das empresas e mais desconfiados das informações divulgadas no varejo. Nós colocamos muita expectativa nas ações das empresas e se elas são verdade ou são apenas discurso para vender mais, nos decepcionamos. Não basta investir em projetos sociais se a empresa não valoriza os próprios colaboradores.

Também no artigo citado conheci o aplicativo para celulares GoodGuide que, por meio do código de barras, informa em segundos todos os dados socioambientais do produto e dá ao consumidor embasamento ideológico para decidir se compra ou não aquele produto. O aplicativo também indica se aquele produto é dito conter alguma substância controversa ou proibida ou que possa causar danos à saúde ou ao meioambiente.

Segundo Paco Underhill em seu livro Vamos às Compras, as decisões mais importantes de consumo são tomadas no ponto de venda (PDV). Portanto cabe à mídia influenciar positivamente a lembrança do consumidor e proporcionar-lhe uma sensação agradável no PDV que o leve a adquirir o produto. Vale também esclarecer que vale muito mais para a empresa uma ação bem organizada e estruturada no PDV que centenas de comerciais de Rádio e TV ou anúncios em revistas e jornais.
Nas redes sociais (Twitter, Facebook, Orkut e Blogs) há ações diversas incentivando o consumismo, bem como grupos organizados que visam despertar o comportamento mais consciente nos consumidores.

Infelizmente, poucas empresas investem na transparência das informações em rótulos de produtos, material promocional e na comunicação de sua responsabilidade social (termo que já adquiriu significado pejorativo em nosso país). Mais uma vez cabe o importante papel da mídia na validação das informações prestadas pelas empresas.

Na prática?
Pouco adianta dizer que seus produtos não são testados em animais ou que os resíduos gerados pela produção de sua empresa são tratados quando isso já deixou de ser diferencial há muito tempo. Já é condição sine qua non para se poder comercializar um produto seguro à população.

Ainda hoje muitas empresas têm orgulho de dizer que “o diferencial do nosso produto é a qualidade”, esquecendo-se que qualidade é o mínimo que se pode oferecer aos clientes e consumidores. Porque se o seu produto não tem qualidade, é melhor nem vender e repensar seu planejamento estratégico porque seus concorrentes já estão na frente com o produto que tem qualidade e satisfação garantida (isso sim é assumir o risco de um benefício que se torna diferencial de seu produto).

2 comentários:

IsaRabello disse...

Eu su uma consumidora que me preocupo com isso, especialmente se os cosméticos são ou não testados em animais. Descobri no site Beautypedia uma lista de empresas que testam em animais e isso me fez repensar muito o assunto (exemplos: Dove e Neutrogena). Vale a pena dar uma olhada!

Gustavo disse...

Isa,

apenas preste atenção para não ser injusta. Não acredite em tudo o que lê na internet. Questione tudo, até mesmo o Cosmética em Foco. Não existe verdade absoluta!
Antes de banir uma empresa da sua lista, melhor ligar para o SAC e perguntar se eles testam os produtos em animais. Se falarem que não, peça um relatório que comprove isso... Conhecendo as duas marcas citadas, não acredito que eles testem os produtos em animais. Aliás, pouquíssimas empresas no Brasil ainda testam produtos em animais.

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