Alisantes com formol

Atualizado o post sobre o caso da canadense que morreu após alisar os cabelos com formol em 2010

Brazilian Blowout Brazilian Blowout

Cosméticos Orgânicos

Saiba um pouco mais sobre os cosméticos orgânicos

Linha de cosméticos Surya Brasil Titulo da Imagem

Produtos para alisamento capilar

Conheça os ativos que realmente alisam os cabelos e os que não alisam

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Cosméticos Orgânicos

24 de março de 2010 |

Produtos naturais e obtidos por um processo limpo e sustentável... nunca se ouviu falar tanto neste assunto como agora. Produtos eco-friendly são as novidades do mercado atual e empresários e profissionais investem alto no marketing verde.


Produtos com ingredientes orgânicos, embalagens recicladas, recicláveis ou biodegradáveis e que não são testados em animais ganham espaço nas prateleiras e crescem em vendas mesmo a um valor mais elevado. Eles já englobam hidratantes, sabonetes, máscaras para o rosto e cabelo, maquiagens, óleos, gel, tinturas de cabelo, esmaltes, condicionadores e shampoo.

Esta tendência da busca pelo verde, pelo natural, pelo orgânico abrange a área da beleza e da saúde de forma inovadora, com produtos que mostram os resultados rapidamente como os outros.

De modo geral, "natural" sinaliza que os ingredientes não foram significativamente modificados em sua forma original na natureza. Enquanto o termo "orgânico" é regulamentado, e somente pode ser utilizado por empresas que receberam aval de uma organização certificadora reconhecida e independente, ou seja, existe a garantia de que o produto realmente é orgânico. Para ser “orgânico”, além de ser natural, o produto e a sua produção não podem prejudicar a vida animal e o meio ambiente.

Os produtos orgânicos também dão importância aos ingredientes que vêm de origem animal. A preocupação é que eles não devem ser obtidos a partir da morte ou maus tratos do animal e sim da produção natural do ser, como o mel das abelhas, flores, folhas e frutas e ainda se preocupam em fazer reposições para evitar extinção.

Embora, esta tendência já tenha seu público fiel na Europa e Estados Unidos, o Brasil vem crescendo neste setor e algumas marcas fortes que apelam para o marketing verde como a linha Ekos da Natura, que possui produtos sem óleo mineral, derivado do petróleo, mas sim, óleos de origem vegetal. A empresa também criou a Tabela Ambiental, com informações sobre a origem e o descarte da matéria-prima das embalagens e seus produtos, com a intenção de reduzir à zero sua emissão de gás carbono.

Grande também é a participação das marcas brasileiras no exterior. Cléia Cecília Angelon, presidente da Surya Brasil, disse em entrevista à Veja no ano passado já exportar para 23 países e ter ainda a possibilidade de ampliar essa participação no mercado externo. A empresa produz 346.000 unidades por mês para três linhas, sendo exportado 80% dos produtos de uma delas. A Arte dos Aromas já conta com 12 linhas de produtos de beleza consumidos  na Espanha, França e Portugal, e negociação já estavam em andamento em 2009 com lojas na Alemanha, Lituânia e países do Oriente Médio. A empresa Beraca, que desde 2006 fornece óleos vegetais orgânicos certificados provenientes da Amazônia e de outros biomas brasileiros para grandes produtores de cosméticos, como L'Oréal, L'Occitane, Yves Rocher, Natura e Aveda exporta para mais de 40 países e registrou um crescimento de 50% nos últimos dois anos.

Para serem considerados orgânicos, os produtos devem passar pelo processo de certificação, a qual consiste no procedimento pelo qual é verificado se os insumos utilizados, os processos produtivos, armazenamento das matérias-primas, embalagens, rotulagem, instalações, tratamento de resíduos seguem normas estabelecidas por agências certificadoras, garantido ao consumidor final a qualidade natural/orgânica dos produtos adquiridos.  O Instituto Biodinâmico e o Ecocert certificam e regulamentam os produtos orgânicos no Brasil, garantindo que estes estão dentro das normas de qualidade e sustentabilidade.

Nathalia
Décio Escobar Oliveira, Cosméticos Orgânicos – 11 de agosto de 2009.
Laís Lana Campos, O mercado dos cosméticos orgânicos.
Luiz de França, Os cosméticos orgânicos brasileiros – 27 de março de 2009.

Consumo consciente

22 de março de 2010 |

Hoje apresento o primeiro post sobre a área que venho estudando nos últimos 12 meses: o consumo de cosméticos. Neste apanhado geral falamos sobre o consumo consciente e em breve abordarei mais detalhes dessa área.

Segundo este artigo de Gabriella Coutinho no site Mundo do marketing, o comportamento do consumidor brasileiro tem se modificado no que diz respeito à sustentabilidade. Dois de casa dez brasileiros levam em consideração o comprometimento socioambiental da empresa antes de comprar algum produto.

No Brasil, os consumidores estão mais críticos quanto às atitudes das empresas e mais desconfiados das informações divulgadas no varejo. Nós colocamos muita expectativa nas ações das empresas e se elas são verdade ou são apenas discurso para vender mais, nos decepcionamos. Não basta investir em projetos sociais se a empresa não valoriza os próprios colaboradores.

Também no artigo citado conheci o aplicativo para celulares GoodGuide que, por meio do código de barras, informa em segundos todos os dados socioambientais do produto e dá ao consumidor embasamento ideológico para decidir se compra ou não aquele produto. O aplicativo também indica se aquele produto é dito conter alguma substância controversa ou proibida ou que possa causar danos à saúde ou ao meioambiente.

Segundo Paco Underhill em seu livro Vamos às Compras, as decisões mais importantes de consumo são tomadas no ponto de venda (PDV). Portanto cabe à mídia influenciar positivamente a lembrança do consumidor e proporcionar-lhe uma sensação agradável no PDV que o leve a adquirir o produto. Vale também esclarecer que vale muito mais para a empresa uma ação bem organizada e estruturada no PDV que centenas de comerciais de Rádio e TV ou anúncios em revistas e jornais.
Nas redes sociais (Twitter, Facebook, Orkut e Blogs) há ações diversas incentivando o consumismo, bem como grupos organizados que visam despertar o comportamento mais consciente nos consumidores.

Infelizmente, poucas empresas investem na transparência das informações em rótulos de produtos, material promocional e na comunicação de sua responsabilidade social (termo que já adquiriu significado pejorativo em nosso país). Mais uma vez cabe o importante papel da mídia na validação das informações prestadas pelas empresas.

Na prática?
Pouco adianta dizer que seus produtos não são testados em animais ou que os resíduos gerados pela produção de sua empresa são tratados quando isso já deixou de ser diferencial há muito tempo. Já é condição sine qua non para se poder comercializar um produto seguro à população.

Ainda hoje muitas empresas têm orgulho de dizer que “o diferencial do nosso produto é a qualidade”, esquecendo-se que qualidade é o mínimo que se pode oferecer aos clientes e consumidores. Porque se o seu produto não tem qualidade, é melhor nem vender e repensar seu planejamento estratégico porque seus concorrentes já estão na frente com o produto que tem qualidade e satisfação garantida (isso sim é assumir o risco de um benefício que se torna diferencial de seu produto).

O mercado de pele masculino

6 de março de 2010 |

E o post debut da nossa nova colaboradora Nathalia Duarte será sobre o mercado de pele masculino: uma tendência que voltou com tudo no mundo moderno. E voltou para ficar.
Boa leitura!
Gustavo Boaventura


No Brasil, a cada ano as vendas de produtos de embelezamento masculino crescem em média 10% ao ano. Hoje, 1 em cada 10 brasileiros usa algum tipo de cosmético para retardar o envelhecimento. Há cerca de quinze anos falávamos em menos de 1 em cada 100.

Linha Natura HomemDentre as indústrias nacionais de cosméticos, a Natura e O Boticário despontaram no mercado com linhas de tratamento facial específicas para homens. Mas muitas outras empresas enxergaram o potencial deste público há bastante tempo e, a cada ano, a quantidade de produtos vendidos tem aumentado significativamente, como demonstrado pelo gráfico a seguir.

Trata-se de uma mudança cultural, um novo olhar sobre a forma de cuidar do corpo e da aparência do homem, uma alteração de hábitos que incluem limpeza e hidratação tanto da pele quanto dos cabelos. E as novas gerações vêem isso de forma cada vez mais natural, abandonam velhos hábitos e adquirem novos conceitos, que impactam diretamente sobre a receptividade e as compras. Os adolescentes, por exemplo, já não se sentem constrangidos em admitir que usam desde produtos pós-barba até hidratantes para o corpo ou cabelo. As prateleiras apresentam, a cada dia, um número maior de frascos e potes com fragrâncias masculinas.

Perspectivas para o MercadoOs homens precisam de cuidados especiais e produtos desenvolvidos especialmente para seu tipo de pele e cabelos, pois possuem características diferentes das mulheres. A pele do homem é normalmente mais oleosa, tem um pH menor, tem ainda um maior fluxo de oxigênio do que a feminina e conta com uma quantidade maior de pelos. Por este motivo, algumas matérias-primas são diferentes das utilizadas em produtos femininos. Assim, as formulações desenvolvidas são mais leves, de fácil espalhamento e rápida absorção, sendo géis, géis-creme ou fluídos, de baixa pegajosidade, as preferidas. Muitos têm ação refrescante como o mentol, seus derivados e cânfora, alguns adstringentes como melissa e outros com ação calmante como hamamélis, camomila e sálvia. Também são escolhidos os ativos tensores, que esticam a pele, como os polifenóis presentes em extratos vegetais, ácido tânico e polivinilpirrolidona. Além disso, as fragrâncias devem ser facilmente reconhecidas como masculinas.

Vaidade MasculinaE para levar tantos cosméticos, o que também comprova o crescimento das vendas de cosméticos para homens, nota-se um aumento nas vendas de linhas inteiras de nécessaires masculinas. Não há como negar. É um filão do mercado a ser considerado e merece grandes investimentos na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos para agradar consumidores tão diferentes e exigentes como os que constituem o mercado consumidor brasileiro.

Leia mais:
http://homemchic.blogspot.com/2009/06/homens-e-cosmeticos.html
http://www.cosmeticosbr.com.br/conteudo/noticias/noticia.asp?id=2127


Referências:
Abihpec – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmética
Homens decolam em Cosméticos . Revista Household & Cosméticos - Ano V - nº 27 - Set/Out - 2004
O mundo da beleza também é deles, Revista Household & Cosmétics – Vol. VIII – Fev – 2010

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