Desodorantes e Antitranspirantes – Parte 1: Mercado

31 de maio de 2010 |

Recentemente foi publicado uma entrevista minha ao Cosméticos Masculinos sobre os desodorantes. Na ocasião organizei esta série de 4 postagens detalhando um pouco mais o assunto para complementar as informações passadas ao amigo Fábio Fernandes.


Em 2009 foram vendidos R$ 21,6 bilhões em produtos cosméticos, sendo que 9,3% desse mercado é representado pelos desodorantes, uma importante classe da higiene pessoal que hoje é parte das preocupações diárias das pessoas em todo o mundo. No entanto, mesmo que existam relatos do uso de fragrâncias desde o Egito Antigo e o Império Romano, esses produtos só foram introduzidos no mercado no início do século XX, quando a transpiração e o odor corporal passaram a ser considerados inconvenientes.

Nanotecnologia em cosméticos oferece risco à saúde?

15 de maio de 2010 |

A resposta a este paradigma foi dada pelo Dr. Johann W. Wiechers na página 25 da edição de março de 2010 da revista COsmetics & Toiletries norteamericana. Segue abaixo a minha leitura e interpretação do assunto.
Gustavo Boaventura

As nanopartículas são ativas devido a sua grande superfície de contato. Esta área as diferencia do todo porque há mais ligações incompletas no exterior das moléculas, tornando-as mais ativas.
Atualmente, as nanopartículas em cosméticos estão presentes principalmente em fotoprotetores. Por exemplo, partículas de óxido de zinco e dióxido de titânio de nanoparticuladas são usadas para evitar a aparência branca e brilhosa na pele após o uso.

Estes filtros físicos são incorporados como nanopartículas da ordem de 40 a 60 nanômetros (nm) e, nesse tamanho, elas apresentam transparência sem perder sua capacidade de atenuação da energia UVA e UVB.

Devido a reatividade das nanopartículas, seu uso pode, sim, levar a efeitos tóxicos inesperados. Em tempo, estudos da inalação dessas partículas tão pequenas provou que podem ser perigosas. No entanto, como a maioria da população é leiga no assunto, acabam concluindo que todas as nanopartículas são perigosas, mesmo estudos refutem a penetração de todas as nanopartículas atualmente utilizadas em cosméticos.

As partículas de óxido de zinco não penetram o estrato córneo da epiderme (em outras palavras: não ultrapassam a barreira da pele). Elas não alcançam as camadas irrigadas da pele humana e, portanto, não são tóxicas.

Opinião do autor: empresas sérias fazem e exigem todos os estudos de segurança e eficácia de seus fornecedores e de seus produtos. Já começam a aparecer também maquiagens com nanopartículas que permitem maior espalhabilidade e um visual mais uniforme. E por enquanto o avanço nanotecnológico brasileiro em cosmetologia fica por aí. Nas outras classes de produtos ainda não temos muitas novidades, pois são ingredientes de custo elevado. Um custo que a maioria dos consumidores brasileiros ainda não aceita pagar.

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