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Esclarecimento sobre a Loção com Beta Glucan da Adcos

22 de junho de 2010 |

Recentemente recebemos o questionamento de uma leitora perguntando sobre a Máscara com Beta Glucan, da capixaba Adcos. A Nathalia fez uma ótima pesquisa sobre as propriedades do produto e seus ingredientes. Paralelamente, o atendimento ao consumidor (SAC) e profissionais do marketing da empresa nos forneceram uma justificativa muito plausível para a retirada do produto do mercado.
O produto vinha apresentando problemas de estabilidade após a mudança de fornecedor de uma matéria-prima fundamental para a efetividade da máscara pós-peeling. Assim, para não comprometer a marca Adcos e a qualidade de seus produtos, a opção foi retirar o produto do mercado. De seu mesmo portfólio de produtos, eles indicam a Máscara Ultra Suavizante como alternativa.
Esta é a atitude de uma empresa séria que se preocupa com seus consumidores. Para os que queiram entender sobre o produto e buscar outras alternativas, fica abaixo o ótimo texto da Nathalia. Aproveitem!

Os produtos e métodos empregados nos tratamentos estéticos pós lipoaspiração, buscam minimizar o edema e os hematomas, reações normais do organismo ao processo cirúrgico, e auxiliar na prevenção da formação da fibrose.
A técnica mais utilizada nestes tratamentos estéticos é a drenagem linfática, a qual é auxiliada pelo uso de uma loção emoliente o suficiente para suavizar as manobras uma vez que a região encontra-se altamente sensibilizada.
Um produto muito utilizado para este procedimento é a Loção de Beta Glucan da Adcos que contém princípios ativos que prometem promover uma pronta recuperação.
Este produto possui na sua composição Óleo de Rosa Mosqueta, Vitamina C, Cafeína Beta Glucan e Centella Asiática, que favorecem a cicatrização e a redução de edemas e hematomas, comuns após atos cirúrgicos, e melhoram a resposta imunológica da pele, além de hidratá-la.

A seguir estão descritas as funções de alguns componentes da formulação:
Cafeína – estimula a atividade celular e tonifica as paredes dos vasos melhorando a circulação sanguínea.
Vitamina C - hidratante, estimulante, clareador e possui uma ação anti-radicais livres.
Centella asiática – promete restabelecer a trama de colágeno e elastina da pele, tornando-a mais flexível.
Óleo de Rosa Mosqueta – intervém na melhora do processo de cicatrização.
Beta Glucan – melhora a resposta imunológica da pele.
A presença das ß-Glucanas, que são polisacáridos derivados das divisões celulares do fermento, das algas, dos fungos, e da aveia, confere a este produto ações especiais, pois elas são capazes de realçar funções imunes específicas e não específicas, desencadeando uma cascata das defesas imunes, que protegem o organismo. Mas ao meu ver o que torna este produto tão especial é, de fato, a combinação de todos este ativos, o que torna a tarefa de encontar um produto que proporcione os mesmo resultados um pouco difícil.

Nathalia Duarte

Referências:
http://www.adcos.com.br/tratamento/seq17.asp
http://www.tulipcosmeticos.com.br/produtos_adcos/produto_poscirurgico_pro.htm
http://rosasfarma.com.br/adcos/
http://www.adcos.com.br/tratamento/seq17.asp
http://www.travel-carhire.com/pt/online/exercise/57527.php
http://en.wikipedia.org/wiki/Beta-glucan

Desodorantes e Antitranspirantes – Parte 5: Alumínio e seus sais

21 de junho de 2010 |

Continuando a série de posts sobre os desodorante e antitranspirantes, nesta quinta parte abordaremos o alumínio, o principal sal responsável pela ação antitranspirante. Boa leitura!

O alumínio
O alumínio é um dos elementos químicos mais presentes na natureza. Diz-se que é o terceiro elemento mais comum na Terra. Apesar disso, a toxicidade da exposição frequente às diversas fontes de alumínio ainda é desconhecida.

Derivados de alumínio
O cloreto de alumínio (aluminum chloride) foi o primeiro ativo antitranspirante utilizado com boa eficácia. No entanto, tem o inconveniente de causar irritação da pele, manchas e danos aos tecidos, devido ao pH das soluções aquosas desta substância.

Os cloridratos ou cloridróxidos de alumínio surgiram para minimizar os inconvenientes do cloreto de alumínio. Suas soluções apresentam pH mais próximo ao da pele e provocam menos danos aos tecidos. O sesquicloridróxido de alumínio (aluminum sesquichlorohydrate) também apresenta baixo grau de irritação, sendo portanto indicado para produtos hipoalergênicos, bem como o dicloridrato de alumínio (aluminum dichlorohydrate).
 
Os complexos de cloridrato de alumínio e zircônio tamponados são também mais eficazes e menos irritantes que o cloreto de alumínio. Os cloridrato de alumínio e zircônio ativados, por sua vez, são ainda mais eficazes.
Aos formuladores, mais uma vez, cabe a consulta à RDC 211/05 para prever os limites e usos permitidos para cada ativo antitranspirante e, eventualmente, os desodorantes.

O mecanismo de ação dos antitranspirantes é a difusão do sal pelo ducto sudoríparo que após a lenta neutralização da solução ácida de sal metálico, produz um gel ou complexo mucopolissacarídeo. Esta obstrução impede a saída do suor e permanece até que a queratina afetada seja substituída pelos processos normais de renovação celular. Não existem evidências de danos permanentes às glândulas sudoríparas, principalmente porque a transpiração normal recomeça logo após a suspensão do uso do produto.
 

Efeitos adversos
Eventualmente, o uso diário de antitranspirantes pode irritar a pele, provocando sensações de queimadura e ardor. O início da irritação pode acontecer imediatamente ou após dias ou semanas de uso. No entanto, a cura começa a ser observada em até três dias após a remoção total do produto irritante.

Toxicologia
Nascimento e colaboradores, pontuaram que a absorção por inalação de cosméticos, como os antitranspirantes aerosol, pode elevar a taxa deste metal no soro, ossos e urina. Ainda não foi possível concluir se o alumínio é absorvido no pulmão ou no trato gastrintestinal, pois os estudos ainda não isolaram esse tipo de exposição. Vários são os efeitos associados à inalação do alumínio, por isso é importante proceder a aplicação de aerosóis conforme a recomendação dos fabricantes de antitranspirantes de “aplicar a uma distância mínima de 15cm da axila” e “proteger a boda e as narinas para evitar a inalação do produto”. Segundo eles, Exley, em um estudo publicado em 1998, critica a alegação de que o alumínio em antiperspirantes possa afetar a saúde humana.

Os pulmões, o trato gastrintestinal e a pele são as principais barreiras ante a entrada de alumínio no organismo. O que é absorvido pelo organismo, rapidamente é excretado pelos rins. Portanto, a exposição a níveis normais de alumínio não representa risco para os indivíduos saudáveis.

Referências
Alumínio. Acessado em 20/06/2010.
NASCIMENTO, Ludmila Pinheiro; RAFFIN, Renata Platcheck; GUTERRES, Sílvia Stanisçuaski. Aspectos atuais sobre a segurança no uso de produtos antitranspirantes contendo derivados de alumínio. Infarma, v.16, n.7-8, 2004.
RIBEIRO, Cláudio. Cosmetologia Aplicada a Dermoestética. 2ª Edição. São Paulo: Pharmabooks, 2010

Desodorantes e Antitranspirantes – Parte 4: Os produtos

10 de junho de 2010 |

Os desodorantes
São classificados pela RDC Nº 211/05 como produtos de grau de risco 1. E segundo o Decreto Nº 79094/1977: “são destinados a combater os odores da transpiração, podendo ser coloridos e perfumados, apresentados em formas e veículos apropriados.”
Eles evitam a formação do odor ou mascaram/eliminam o odor formado. Por isso são compostos por antibacterianos que inibem o desenvolvimento de bactérias na região.
Principais ativos: Etanol (no máximo 60%) e Triclosan (no máximo 0,3%).
Outros componentes: EDTA Tetrassódico, BHT e Bicarbonato de sódio/potássio.

Os antitranspirantes
São considerados produtos de grau de risco 2, portanto é necessário registro e comprovação de suas atividades junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O mesmo Decreto Nº 79094/1977 descreve os antitranspirantes como “produtos destinados a inibir ou diminuir a transpiração, podendo ser coloridos e/ou perfumados, apresentados em formas de veículos apropriados, bem como associados a desodorantes.”
Eles reduzem a secreção das glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas ao bloquearem os ductos de passagem do líquido para o meio externo.
Principais ativos: complexos de alumínio e zircônio, cloridróxido de alumínio, dicloridrato de alumínio e sesquicloridrato de alumínio. Verificar na RDC 215/05 os percentuais máximos permitidos desses sais. Podem ser associados a ingredientes desodorantes e outros aditivos que melhorem ou corroborem com sua ação.
Atenção! Se não for sair de casa, dê preferência aos desodorantes, pois são mais baratos e menos passíveis de causar reações de hipersensibilidade e alergias. Exceto aos indivíduos sensíveis ao álcool no caso dos desosorantes alcoólicos.

As manchas
As manchas nas axilas são causadas por resíduos das formulações e predisposição do indivíduo. Basta suspender o uso que elas somem. Não há a menor necessidade de se utilizar produtos clareadores da pele, principalmente se for sem o consentimento de seu dermatologista.
As maiores reclamações são da ocorrência de manchas nas roupas brancas, bem como alteração na cor dos tecidos. A coloração amarelada observada no tecido branco aparece por conta da presença de ferro no ativo antitranspirante, na água utilizada ou mesmo no suor do indivíduo. Assim, resíduos do produto ficam impregnados no tecido e a decomposição dos ingredientes da formulação formados pelas altas temperatudas do ferro de passar deixam a característica mancha amarelada nas roupas brancas.

Não adianta reclamar ou ameaçar processar as empresas por isso, você deve lavar bem suas roupas antes de colocá-las na máquina e usar o ferro de passar mais brando ou aqueles aparelhos de vapor usados para passar roupas.

Referências
ABIHPEC. Dados de mercado 2009-2010. Acesso em 30/05/2010.
ABIHPEC. Panorama do setor 2009-2010. Acesso em 30/05/2010.
NASCIMENTO, Ludmila Pinheiro; RAFFIN, Renata Platcheck; GUTERRES, Sílvia Stanisçuaski. Aspectos atuais sobre a segurança no uso de produtos antitranspirantes contendo derivados de alumínio. Infarma, v.16, n.7-8, 2004.
RIBEIRO, Cláudio. Cosmetologia Aplicada a Dermoestética. 2ª Edição. São Paulo: Pharmabooks, 2010.

Desodorantes e Antitranspirantes – Parte 3: O Mau Cheiro

7 de junho de 2010 |


Inicialmente o suor não apresenta odor, ou seja, é inodoro.  Mas é a partir da ação de bactérias, naturalmente presentes na pele, sobre os componentes suor apócrino que são produzidas as substâncias fétidas.

O mau odor varia de pessoa para pessoa, mas os responsáveis pelo odor são iguais para todos: os ácidos isovalérico, acético, láctico, propiônico, butírico, caproico e caprílico.



Como prevenir (perfume, antimicrobiano, antitranspirante)

Então, a essa altura todos já formularam hipóteses de como combater o mau odor oriundo da transpiração. E existem três maneiras principais de se obter esse resultado: (1) controlar a transpiração; (2) controlar a proliferação de bactérias; e (3) mascarar ou reduzir o odor formado.


Sobre Maquiagem Mineral

3 de junho de 2010 |

Fruto de mais uma looooonga conversa por email, foi postado ontem no Maquiagem Mineral, da queridíssima Ilália Cristina, um texto que aborda tecnicamente a maquiagem mineral, os pigmentos utilizados, talco e FPS.

Para quem se interessar sobre o assunto, #ficadica.

Desodorantes e Antitranspirantes – Parte 2: O Suor

2 de junho de 2010 |

O suor tem uma importante função fisiológica de manter a temperatura corporal próxima a 37ºC, além de manter a elasticidade e hidratação da pele. Pois foi justamente a habilidade de transpirar até 1,8 litros por hora que permitiu ao ser humano adaptar-se a diferentes climas.
O suor é um líquido isotônico de pH entre 4 e 6,8 produzido pelas glândulas sudoríparas. Ele é secretado para a superfície cutânea para reduzir o pH da pele para prevenir o crescimento bacteriado. A perda mínima na transpiração é de 0,5 litros e no máximo de 10 litros, sendo que os homens suam mais que as mulheres.

As glândulas sudoríparas
As glândulas sudoríparas, localizadas abaixo da epiderme, são classificadas como apócrinas e écrinas.
As glândulas écrinas (círculo vermelho) distribuem-se por toda a pele, especialmente nas palmas das mãos, solas dos pés, axilas e testa, mas não estão presentes nas membranas mucosas. Estão sob controle térmico e são inervadas por fibras nervosas do sistema simpático colinérgico. São elas as responsáveis pela formação do suor aquoso que mantém a temperatura corporal e impede a hipertermia. O fluido que secretam é desencadeado por estímulos térmicos ou psíquicos e contém cloreto, ácido láctico, ácidos graxos, uréia, glicoproteínas e mucopolissacarídeos.
As glândulas apócrinas (círculo azul) são grandes e seus ductos se abrem para os folículos pilosos. Elas estão presentes nas axilas, aréolas mamilares e região anogenital. Tornam-se ativas na puberdade e produzem uma secreção leitosa, inodora e rica em proteínas e material orgânico. Estão sob o controle de fibras nervosas simpáticas adrenérgicas e seu estímulo principal é hormonal.

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