Discutindo a vitamina D

21 de outubro de 2010 |

Foto: Reprodução/Wikimedia
Durante o Seminário Científico Anual da Society of Cosmetic Chemists' (SCC) em junho de 2010, foi levantada a discussão acerca do papel da vitamina D na pele e sua proibição em formulações cosméticas em vários países.

O debate abordou o benefício da vitamina D produzida pelo corpo e sua ingestão pela via oral. De acordo com um estudo publicado na edição de junho da Dermatology Times, as pesquisas recentes que envolvem a vitamina D ainda não são conclusivos e muitas vezes contraditórios. Há necessidade de se provar ainda que a vitamina D pode realmente prevenir doenças, melhorar a função barreira da pele, proteger contra a radiação UV, atuar sobre os melanócitos e também que tenha algum efeito benéfico nos folículos capilares.

Há ainda a polêmica se os fotoprotetores podem ou não bloquear a produção de vitamina D pelo organismo, uma vez que é necessária absorção de radiação UV pela pele para que isto ocorra (sim! nós também fazemos fotossíntese...). No entanto, enquanto não se chega a uma conclusão para este embate, reside aí uma grande oportunidade para o desenvolvimento e produção de fotoprotetores que protejam o corpo dos efeitos nocivos da radiação UV ao mesmo tempo em que permitam a produção de vitamina D.

Fonte: Cosmetics&Toiletries.com

Brasil é segundo maior mercado de cosméticos masculinos

20 de outubro de 2010 |

Segundo matéria publicada no dia 14 de outubro de 2010 no site Supermercado Moderno, o Brasil já ocupa a segunda posição do ranking de vendas de cosméticos para homens, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com dados do Euromonitor, a participação do país no mercado mundial foi de 9%, em 2009. Isso corresponde a US$ 4,7 bilhões, ou seja, 50% do faturamento total da América Latina.

Mundialmente, o mercado de cosméticos masculinos movimentou cerca de US$ 26,7 bilhões em 2009. Sua projeção para 2012 é chegar a US$ 28,6 bilhões. A previsão é de um crescimento superior a 10% ao ano na produção mundial desses produtos. Interessados nessa fatia do mercado, muitas empresas passaram a investir pesado no desenvolvimento de linhas masculinas. Além do potencial de crescimento do mercado, depois de atraído e conquistado pelo produto, o homem costuma ser mais fiel aos produtos que as mulheres. Também não exige muita variedade de produtos como as mulheres.

Fonte: Supermercado Moderno. 14/10/2010

Mais fusões no mercado cosmético

19 de outubro de 2010 |

Foto: GettyImages
 Segundo nota publicada no site Valor Online, a Procter & Gamble (P&G) que acha a Nivea uma "marca global incrível", já teria deixado vazar que tem interesse em adquirir a gigante norteamericana Avon.

No entanto, há notícias de que a líder mundial em cosméticos, a francesa L'Oréal, já está em negociações com a Avon e também estaria sondado a alemã BDF Nivea Beiersdorf.

Uma corrida muito comum nos últimos tempos. A grande pergunta é: até onde o mercado brasileiro pode ser afetado por essas fusões?

Empresas de cosméticos pagarão mais tributos

18 de outubro de 2010 |

Segundo o Consultor Fiscal e Tributário Eduardo Galhardo, para o Portal Exame, as atacadistas terão novas obrigações que devem deixar a carga tributária ainda mais pesada a partir de de 1º de novembro, conforme a Medida Provisória (MP) 497/2010.

Assim como todas as empresas comerciais atacadistas que não fazem parto do Simples Nacional e mantém relação de interdependência com seus fornecedores, as empresas do ramo de Higiene Pessoal, Cosméticos e Farmacêuticos, terão que pagar o PIS e a COFINS, como fazem as fabricantes. A MP vale especialmente para as empresas de venda direta, ou porta a porta, porque a maior parte de sua produção é terceirizada.


Foto: GettyImages

O que muda (texto integral de Eduardo Galhardo)

Antes da Medida Provisória, os comerciantes atacadistas que adquiriam as mercadorias de fornecedores com os quais mantinham relação de interdependência não tinham mais a obrigação de tributar o PIS e a COFINS ao revenderem esses produtos.

Através da nova forma de se apurar o PIS e COFINS para esses produtos, os comerciantes atacadistas que mantenham relação de interdependência com seus fornecedores terão um aumento na despesa com essas contribuições pelo fato de passarem a tributá-los nas suas revendas.

Os comerciantes que apuram pelo lucro real poderão se creditar pelas mesmas alíquotas sobre o valor da aquisição. Já para aqueles que apuram pelo lucro presumido, a despesa será maior, pois não existe a possibilidade de crédito fiscal sobre as compras.

Isso fará com que a empresa tenha que recolher tributos sobre a sua margem de lucro embutida nesses produtos. Antes da medida essas empresas não recolhiam nada dessas contribuições.

Agora, em uma compra de 10 mil reais de cosmético, por exemplo, se forem revender com uma margem de lucro de 50%, terão de pagar 625 reais pelo PIS e COFINS. Já se a empresa apurar através do lucro presumido, usando o mesmo exercício, passará a recolher 1875 reais de PIS e COFINS.

Fonte: Eduardo Galhardo para o Portal Exame. Acessado em 15/10/2010.

Descoberto formol em alisante brasileiro no Canadá

15 de outubro de 2010 |

Segundo matéria publicada ontem na Folha.com, Após incidente com corretora canadense, a Health Canada anunciou que o produto chamado Brazilian Blowout apresentava 12% de formaldeído (formol), quando a concentração máxima permitida no país é de 0,2%, assim como no Brasil.

A consumidora percebeu que seu cabelo começou a cair logo nas primeiras semanas após o uso do produto e procurou a responsável pela marca, cuja reação foi atribuir o acontecido a estresse ou mudanças na dieta. O produto encontra-se suspenso nos EUA e Canadá, mas o mais preocupante é que um dos principais apelos de marketing era justamente ser livre de formol: "sem estragos! Não contém formaldeído". E por isso era considerado pela própria empresa "o único tratamento alisante que melhora a saúde dos cabelos".

Foto: Reprodução/Brazilian Blowout
A empresa americana declarou à Folha que o nome "brazilian" é atribuído ao produto, pois o carro-chefe da marca é importado do Brasil. Já a fabricante brasileira, Cadiveu, afirma já ter encerrado a parceria em 2008.

Outro destaque nos apelos de marketing do produto era "a ausência do formaldeído, que pode causar ardência nos olhos e nas narinas, dor de gargante e até câncer".
Fonte: Folha.com

Opinião do autor: que este caso sirva de exemplo às milhares de pessoa no Brasil que insistem em usar alisantes com formol, mesmo sabendo que é proibido e que causa sérios danos à saúde. Para quem lê bem em inglês, vale a pena a leitura do site da própria marca sobre as perguntas mais frequentes a respeito do tratamento. Também é possível ver uma corrente de depoimentos e sites de redes sociais falando dos resultados do alisamento. Uma pena!
Estamos acompanhando o caso e assim que tivermos mais notícias publicaremos no Cosmética em Foco. Alguém precisa responder e esclarecer essa questão e não deve ser a usuária que foi enganada.

Atualização em 09/03/3011:
 Em novembro do ano passado, a Cadiveu deu entrevista ao site cosmeticosbr "esclarecendo" o assunto que permaneceu muito nebuloso. Para quem se interessar, segue o link: http://www.cosmeticosbr.com/conteudo/entrevistas/entrevista.asp?id=2560

O mais importante dessa história toda é que uma pessoa morreu usando formol para alisar os cabelos. Isso não é motivo suficiente para as pessoas se conscientizarem? Ficam massacrando e acusando vários ingredientes de serem cancerígenos e etc mesmo sem qualquer comprovação científica, mas continuam a usar o formol que é declaradamente cancerígeno, altamente tóxico e letal! Às vezes confesso que não entendo. O vilão (formol) é amado e idolatrado e os inocentes (parabenos e silicones) são apedrejados... Eu, sinceramente, desejo todos os dias que parem que usar formol nos cabelos e tento conscientizar mulheres de todo o Brasil a desistirem disso. Espero fazer a minha parte como profissional da saúde e como profissional da área cosmética! É meu dever lutar contra o formol!

Crescimento do mercado nacional de cosméticos orgânicos

14 de outubro de 2010 |

O mercado nacional de cosméticos orgânicos tem acompanhado o crescimento mundial do setor de beleza. Segundo levantamento feito pela Euromonitor International, o Brasil crescerá 7,4% no segmento de cosméticos orgânicos e naturais em apenas dois anos. Ainda de acordo com a pesquisa, o país possui o terceiro maior mercado de cosméticos do mundo e ocupa o primeiro lugar entre os exportadores de matérias-primas.

Andiroba, um dos ingredientes exportados.
Foto: reprodução/Beraca.
Para Filipe Sabará, diretor de negócios da Beraca, empresa brasileira que exporta insumos amazônicos para mais de 40 países, os dados refletem o ótimo momento dos mercados nacional e internacional dos cosméticos orgânicos. Segundo ele, “a Beraca já é referência global, pois além de ser pioneira no desenvolvimento de ingredientes verdes e sustentabilidade, carrega prêmios como Seeds Awards da ONU e certificação Ecocert”.

Fonte: Assessoria de imprensa.

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