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Formol finalmente foi proibido

23 de abril de 2012 |

É com muita satisfação que comunico a vocês, queridos leitores, que (com certo atraso, reconheço) tomei conhecimento que de agosto de 2011 a janeiro de 2012, foram publicadas novas resoluções pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que excluíram definitivamente o formol (formaldeído) das listas de substâncias permitidas para uso em cosméticos no Brasil.

Ou seja, não existe mais a famosa desculpa: "meu produto contém a concentração de formol permitida pela Anvisa". Se alguém lhe falar isso, ou se ficar sabendo de algum produto que ainda contenha formol, não se cale. Abra a boca e grite a verdade para o mundo, denuncie, acione a vigilância sanitária do seu município, enfim, não deixe essa empresa ou esse profissional impune! Pois estão cometendo um crime contra a sua saúde e a de outros cidadãos brasileiros.

O motivo da minha felicidade são as seguintes resoluções:

  • Resolução - RDC nº 38, de 4 de agosto de 2011: que altera a Resolução - RDC n.º 16 de 12 de abril de 2011, que aprova o Regulamento Técnico MERCOSUL sobre "Lista de substâncias que os produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes não devem conter exceto nas condições e com as restrições estabelecidas" e dá outras providências.
  • Resolução - RDC nº 03, de 20 de janeiro de 2012: que aprova o Regulamento Técnico “LISTAS DE SUBSTÂNCIAS QUE OS PRODUTOS DE HIGIENE PESSOAL, COSMÉTICOS E PERFUMES NÃO DEVEM CONTER EXCETO NAS CONDIÇÕES E COM AS RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS” e dá outras providências
Certamente, alguns pensarão que estou exagerando. E de fato estou. O fato de não constar mais nas listas restritivas significa que o formol não é mais aceito como conservante, não significa que foi definitivamente proibido como aconteceu com os produtos de limpeza em 2009.

Mas já é algo a ser comemorado. Quem acompanha o site sabe que desde o início fazemos campanha contra o uso de formol em procedimentos de alisamento dos cabelos e agora temos já indícios de que o cerco será fechado definitivamente. Sem dúvidas o principal disso tudo é saber que não serei mais obrigado a ouvir a famosa desculpa de que o produto "contém a concentração permitida pela Anvisa", porque essa concentração não existe mais.

6 comentários:

Cacah disse...

Ok, mas o formaldehyde, vulgarmente conhecido como formol, também é usado em quase 100% dos esmaltes, disso quase ninguém fala. E acho meio difícil isso mudar de uma hora para outra até porque daria um grande prejuízo para essa indústria de esmaltes. E a verdade é que como nesse país (e acho que na maioria) o que manda é o dinheiro.

Cacah disse...

Porém acho irônico que você enfatize tanto na proibição de escovas com formol e desconsidere que existem outros produtos que também fazem uso do mesmo como conservante, e esses como ficam?

Alex disse...

Oi, meu nome é Alexandre Prado. Tenho um blog e estou buscando assuntos interessantes, sobretudo relacionados com tecnologia, música, esporte, saúde, carros tunados e motos. Se você tiver umas dicas, ficaria muito agradecido. Obrigado

Daniela disse...

Gustavo,

A nova onda agora é a tal escova de carbocisteína + ácido glioxílico. Mais uma enganação. Não sei como isso pode ser aceito pela ANVISA.

Ácido Glioxílico = libera ácido formilfórmico na presença de um outro ácido fraco+calor (chapinha e secador).

Ou seja, um modo indireto de colocar formol no produto final.

Daniela Barra

Gustavo disse...

Cacah, o formaldeído não é mais aceito como conservante. E das escovas com formol para os esmaltes para unhas há uma enorme diferença: o calor. Não é hábito da maioria dos usuários, aplicar o esmalte e submeter as mãos ao calor como acontece nos procedimentos de alisamento que usam secador e chapinha. Esse calor acelera a liberação do gás tóxico que é inalado por usuária e cabeleireiro. Um risco duplo!
Eu sigo comemorando cada novo passo na direção da proibição definitiva e mantenho a minha postura de denunciar que eu sei que usa produtos ilegais!

Gustavo disse...

Daniela, o ácido glioxílico vem sendo estudado como alternativa ao resultado obtido com o formol. No entanto, poucas empresas vem trabalhando nisso se preocupando com a segurança dos usuários e cabeleireiros. Observe que as empresas grandes não aderiram à essa onda, pois se preocupam com seus consumidores...

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